A maioria dos cristãos não tem muita disposição para meditar no livro de Eclesiastes, conhecemos alguns poucos versículos e nada mais...


A maioria dos cristãos não tem muita disposição para meditar no livro de Eclesiastes, conhecemos alguns poucos versículos e nada mais. Isso talvez se deve ao tom deprimente com que boa parte da mensagem é apresentada, pois esse livro nos chama as realidades das quais nós preferimos não pensar, como a morte, por exemplo. Mas é verdade também que não estamos familiarizadas com o estilo da poesia oriental antiga e as características idiomáticas do livro dificultam a tradução tendo algumas palavras que apresentam pra nós apenas um aspecto do que os termos hebraicos significam em sua inteireza, é claro que isso não compromete a mensagem do livro, apenas exige de nós mais dedicação para entendermos a semântica das palavras no hebraico, ou seja, o que essas expressões significavam para os hebreus do tempo em que o livro foi escrito e não para nós ocidentais do século XXI. Uma dessas palavras é “hevel”, que perpassa todo o livro e na maioria das nossas traduções o termo equivalente é “vaidade”, mas literalmente significa “vapor”, como uma densa fumaça que se dissipa traz a ideia de brevidade de tempo, algo que não possui importância real. Embora na língua portuguesa possua ideia semelhante, pois a palavra vaidade provém do latim “vanitas” que expressa o sentido básico de “em vão”, o senso-comum limita o termo a preocupação estética.

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”  (Apocalipse 2.10.)


“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” 
(Apocalipse 2.10.)

Um teólogo do século passado, chamado A. W. Pink, escreveu: “Aquilo em que um homem mais se deleita é o seu ‘deus’” 1 . Nós, cristãos...


Um teólogo do século passado, chamado A. W. Pink, escreveu: “Aquilo em que um homem mais se deleita é o seu ‘deus’”1. Nós, cristãos protestantes, tendemos a pensar que idolatria se resume a adorar imagens de escultura e sendo assim, não temos com o que nos preocupar, já que não nos ajoelhamos diante de uma estátua de gesso. Mas a verdade é que não poderíamos estar mais enganados.