Um físico fez um experimento utilizando duas pistas e duas bolinhas para trilhar o mesmo caminho. A primeira pista era plana, a bolin...

Solidão e Oásis

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Um físico fez um experimento utilizando duas pistas e duas bolinhas para trilhar o mesmo caminho. A primeira pista era plana, a bolinha percorria um caminho reto. A segunda pista era montanhosa, com altos e baixos em que a bolinha precisaria percorrer. Para sua surpresa, a pista com altos e baixos fez com que a bola percorresse em menor tempo. Assim mesmo parece ser a nossa vida, nos deparamos com caminhos montanhosos, com subida e descida; a diferença é que na vida não sabemos ao certo o tempo que iremos gastar para chegar ao fim, mas podemos aprofundar nosso relacionamento com o Senhor ao longo de nossa caminhada.

“Ó meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; por isso lembro-me de ti desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas, desde o pequeno monte.” (Salmos 42:6)

A maior dificuldade quando nos deparamos no deserto de nossa alma é entender quando chegaremos ao oásis. A pergunta frequente que Davi tanto se angustiava e repetia “Até quando, Senhor?”. A vida é um ciclo - por muitas vezes não sabemos ao certo o começo ou fim para novas etapas, o lapso temporal é aparentemente curto, mas desesperador pra quem estar vivenciando. É presente e constante o sentimento de solidão. No Salmo 42, Davi remete a isso no versículo 7 “Um abismo chama outro abismo, ao fragor das tuas catadupas; todas as ondas e vagas passaram por mim”. Posto a isso, sua alma anelava por Deus e no versículo seguinte ele se consola na sua Fonte de esperança “o Senhor durante o dia, me concede a sua misericórdia, e a noite comigo está seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida”. Contudo, seu coração se enchia de insegurança chegando ao se perguntar “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?” finalizando esse salmo com uma única certeza: ele precisava esperar e seu auxilio era Deus “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxilio e Deus meu”. (versículo 11)

Por muitas vezes tentei achar respostas por iniciativa própria, fracassei. Deixei meu coração ansioso e inconformado. Decidi perguntar a Deus na expectativa de enfim conseguir resposta, sem êxito. A diferença que após essa tentativa é que não senti que fracassei e mesmo sem minhas dúvidas sanadas, obtive paz em meio à tribulação. Nesse processo compreendi quatro verdades que foram básicas para tranquilizar meu coração:

1. Deus não nos desampara (Isaías. 49:15)
2. Deus nos guia (Isaías. 43: 15- 19)
3. Deus nos encoraja (2 Coríntios 4: 7-9)
4. Deus é fonte de esperança (Salmos 40:1)

A esperança em Deus é uma prova de amor, amor perseverante, alicerçado na fé, no descanso e na confiança unicamente nEle. É condicionar nosso coração ao incerto, ao não ou até mesmo ao nunca saberei. É não enxergar fim e não ter medo do tempo como personagem ativo da nossa vida. Compreender que não saber não é algo ruim, pelo contrário é proveitoso. É se perder e se descobrir. É não conseguir enxergar e ampliar a visão. É embarcar mesmo com medo das ondas te fazer naufragar. É destruir castelos de areia pra alicerçar sua base na Rocha. É acreditar que podemos ir mais além. É aprender a levantar e ser amparado por quem cura as feridas da alma. É olhar pra trás e saber que existe um mais depois de toda experiência humana. É saber que o que Cristo oferece, Ele é. E isso deve bastar.

Rayssa Espínola
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Rayssa é natural de Campina Grande, cidade onde reside. Faz parte da igreja Cidade Viva e é formada em Direito. Gosta de ler, escrever e ouvir músicas. É amiga leal, ótima ouvinte, conselheira carinhosa e irmã da nossa amiga e companheira aqui do blog, Mysia Rebeca.



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Um comentário:

  1. ''Destruir castelos de areia para construir a casa na Rocha''.
    Amei!

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