Um dos clássicos literário do dramaturgo e poeta inglês  William Shakespeare , foi à trágica história fictícia do romance proibido en...

Quando o conflito é a paixão

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Um dos clássicos literário do dramaturgo e poeta inglês William Shakespeare, foi à trágica história fictícia do romance proibido entre Romeu e Julieta.

A tragédia shakespereana perpassou no cenário da Verona renascentista e tinha como enfoque a paixão avassaladora dos desafortunados Romeu e Julieta que viviam sob o jugo de um duelo tradicional entre suas famílias, os Montecchios e os Capuletos. Os famigerados eram filhos únicos e independentemente de seus desafetos familiares, ambos decidiram lutar por essa paixão, pois, sem o seu amado era impossível viver. Dito isto, é arquitetado um plano com o cúmplice do casal, frei Lawrence, e ambos se casam em segredo, todavia, o casal desditoso parte para o prelúdio da tragédia shakespereana, e assim mais um plano é montado, entretanto por um erro na comunicação o jovem casal culminou o final dessa história ceifando suas próprias vidas. Ao longo do tempo essa peça teve inúmeras montagens e versões, é possível notarmos o quanto ela estar inserida no arquétipo de romance de algumas pessoas, ou seja, sem o “Romeu” ou sem a sua “Julieta” é impossível viver e assim muitas pessoas partem para um relacionamento utópico.

O autor C. S. Lewis, em seu livro cartas do inferno, apresenta exatamente este método de relacionamento. Com uma narrativa bastante original o livro possui várias cartas de um tio demônio para seu sobrinho aprendiz (também demônio) para que o mesmo aprenda os métodos de como desviar o paciente (um humano) dos caminhos de seu inimigo (Jesus Cristo), assim ele assevera que um desses caminhos é por meio do:

“método Romântico - fazê-lo uma espécie de Romeu apaixonado, submerso em murmurações por uma infelicidade imaginária do tipo "sem Julieta, a vida não faria sentido."

Em sua fictícia narrativa Lewis aborda uma profunda e desastrosa reflexão sobre as paixões débeis humanas. E no decorrer de seu livro, o autor, de maneira alegórica apresenta quais as verdadeiras motivações de nossas vidas, como também destaca o relacionamento quando Cristo vem a nós e assim demonstra o contraste existente entre um relacionamento em que possui esse tipo de paixão com o relacionamento altruísta, gentio e puro do amor de Deus para conosco.

Quando Deus criou o homem e a mulher, Ele o fez segundo a sua imagem e semelhança (Gênesis 1.27), como também ordenou que: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis 2:16,17). Todavia, algo foi nascendo no coração de Eva, ela ansiava se equiparar com o próprio Deus, seu desejo foi crescendo em seu coração e assim surge uma paixão avassaladora pela cobiça do fruto proibido e dessa maneira sem resistir ambos pecaram, Adão e Eva comeram do fruto proibido e o pecado habitou no mundo por meio de sua queda. (Gênesis 3.6,17).

Notemos, portanto que o desejo brotado no coração de Eva foi à paixão. Seu desejo nasceu no seu coração. Saiu dele por meio da cobiça e atingiu todo seu ser, seu lar, e consequentemente corrompeu todos seus descendentes e toda a sociedade em geral. Conforme o autor Stanley A. Ellisen preceitua que:

“O pecado surgiu no coração de Adão e Eva. A sua causa não foi um mau ambiente, nem a serpente ou fruto da árvore do bem e do mal. Essas não foram as causas, mas a ocasião. A causa estava no uso egoísta da vontade humana de rejeitar a vontade soberana de Deus, desobedecendo-lhe.”

Ao analisarmos a história da fictícia Julieta com a nossa ascendente Eva, vislumbramos que ambas tinham o mesmo sentimento: a paixão. Sentimento este que culminaram em suas vidas. Ambas brotaram de seus corações um forte desejo egoísta, perpassando de seus corpos até atingir seus princípios e tendo como inevitável resultado a rejeição do mais nobre sentimento: a obediência. Diferentemente de uma peça humana, o Autor de nossas vidas escreveu a história da humanidade com grande exímio e amor. Pois, como consequência do pecado fomos afastados da glória de Deus, porém, por meio do sacrifício de Cristo na cruz, seu sangue purifica nossos pecados e assim somos justificados gratuitamente pela graça de Deus (Romanos 3.23-26).

Percebemos, portanto, que os desejos e paixões egoístas nascem em nossos corações. Quando nos concentramos em nós mesmo e relaxamos nos deveres de uma vida piedosa passamos por uma estrada íngreme e andamos de modo omisso e irresponsável, dessa maneira, a estrada passa a ser enfadonha e cansativa, sendo assim o caminho mais fácil  é seguir os desejos pecaminosos. E assim, avançamos avidamente para consumar o que tanto anseia o coração. Porém, como resultado somos subjugadas e corrompidas por esses sentimentos. A Palavra insofismável de Deus preceitua que de todas as coisas devemos guardar nosso coração (Provérbios 4:23) para não pecarmos contra o nosso Deus e cuidar para sermos diligentes na obediência a todos os deveres aos quais Deus nos chama.

Por conseguinte, para que venhamos à guarda nossos corações e assim não despertar nenhum sentimento que depois não venhamos a usufruir com dignidade diante de Deus é necessário:

1. Amar a Deus em primeiro lugar.
Devemos amar o Senhor acima de todas as coisas, de todo coração, de toda alma e de todo conhecimento (Mateus 22.37), pois, este é o primeiro mandamento como promessa. Ao amarmos a Deus e colocá-lo no centro de nossas vidas gozaremos do mais nobre sentimento: a obediência, fazendo isso renunciamos aos nossos desejos egoístas e pecaminosos e assim, tão logo surge a maior satisfação que é desfrutar do relacionamento altruísmo e benigno do Cordeiro de Deus e dessa forma encontramos a essência de nossas vidas.

2. Valorizar-se com modéstia
O apóstolo Pedro exorta as mulheres que não são suas vestimentas nem seus acessórios exteriores que devem torná-las belas, mas tão somente um espírito gentio e quebrantado que é forjado no relacionamento com Deus. (1Pedro 3.3-4). Concomitantemente o autor de Provérbios 31 assevera que “Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis” (v.10) vejamos que o autor indaga “mulher virtuosa quem achará?”, portanto, a mulher que se submete ao senhorio de Deus ela é virtuosa e de inigualável.

3. Uma vida piedosa
Na primeira carta do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses, ele exorta que a vontade de Deus para a sua noiva, a igreja, é a santificação. Devemos buscar uma vida piedosa e fugir das paixões carnais e de todo tipo de imoralidade sexual (v.3). O apóstolo Paulo roga e exorta para que o corpo de Cristo que somos nós, a igreja, viva de maneira que agrade a Deus por meio da santificação.

Portanto, para evitarmos essas paixões egoístas, ou qualquer outro desejo pecaminoso é necessário progredir de forma mais expressiva na busca de obedecer e agradar o Senhor Jesus, pois, quanto mais nós vivemos com Deus, tanto mais vamos amar sua piedade.

Mysia Rebeca
__________________
LEWIS, Clive Staples. Cartas do Inferno. Geoffrey Bles: 1942. p.:47.
ELLISEN, Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento. São Paulo:Vida. 1991. p.21.  



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4 comentários:

  1. Parabéns excelente texto enfocando a paixão como um sentimento leviano que trouxe a queda do homem e ao mesmo tempo mostrando o verdadeiro amor de Deus em dar seu único filho em sacrifício portoda humanidade João ( 3:16).Que Deus ctnue usando sua vida poderosamente.!!!

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    1. Amém, Socorro!

      Grata pelas palavras amistosas.

      Deus a abençoe,
      Abraço

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