“Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem q...

Não se acomode com a mediocridade

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“Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil.” 1 Coríntios 15:58
Antes de desfrutarmos da plenitude do Senhor, andávamos cativos em nossas transgressões e pecados (Efésios 2.1), porém, pela graça de Deus fomos salvos e nos foi dado à vida eterna com Cristo Jesus (Efésios 2.5). A alegria advinda com tal ato misericordioso promoveu um regozijo imenso e passamos a viver conforme o propósito de Deus. Mergulhamos de coração e mente ao fazermos parte do corpo de Cristo que é a igreja; ao usarmos todo nosso conhecimento e talento para serviço do Reino. Entretanto, com o passar do tempo o deleite em buscar a Deus por meio da oração e da leitura de sua Palavra vai diminuindo; o serviço prestado na igreja vai gradativamente se tornando cansativo; e os dons e talentos são enterrados pelo egoísmo e autocomiseração. Dessa forma, não desenvolvemos o melhor do nosso potencial por estarmos acomodadas quando o serviço não produz o resultado que queremos e assim, paulatinamente gera-se um serviço medíocre. 

De acordo com o dicionário a palavra ‘mediocridade’ significa: “Que não possui valor; desprovido de mérito”, sendo assim, um serviço irrisório. Ao assumirmos a identidade de servas de Deus, primariamente, é necessário prestar um serviço zeloso e de plena satisfação em obedecer à ordem do Senhor, guardar seus princípios e amá-lo em primeiro lugar de todo o coração e de toda a alma, e o oposto a esse serviço é exatamente um serviço medíocre, sem mérito e sem fruto. Para exercer um trabalho digno ao Senhor e não se acomodar com a mediocridade você precisa ter uma “insatisfação santa”, ou seja, discipline seu corpo por meio da Palavra de Deus, tenha um coração entregue ao Senhor (Provérbios 23.26); mãos que praticam boas obras, assim como Dorcas fez (Atos 9.36); tenha os olhos fixos em Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé (Hebreus 12.2); possua pés que levem a mensagem do Evangelho (Isaías 52.7); e uma boca que testifique Jesus como Senhor de nossas vidas (Romanos 10.9); por fim, seja um vaso de honra, santificado e útil para o serviço de Deus (2Timóteo 2.21).

O prazer de uma seguidora de Cristo é o convite de Deus para abraçarmos o risco e a realidade de sofrer pela alegria que nos está proposta, e nunca se acomodar com um trabalho medíocre. Assim façamos como o apóstolo Paulo assevera no versículo supracitado “sejamos firmes e constantes sempre atuantes na obra do Senhor, pois, nosso trabalho não será inútil” (1 Coríntios 15:58). Portanto, se você sente em sua alma um anseio pelo tipo de satisfação que só Deus te deu no começo de sua jornada para servi-lo sem reservas em prol de um trabalho santo, se entregue ao Autor e Consumador de sua fé dia após dia, rasgue seu coração diante de Deus e não se acomode com um serviço regular, mas tenha na mente e no coração produzir uma verdadeira felicidade ao doar-se com toda sua alma para algo maior e melhor que sua vida que é Jesus Cristo.

Portanto, para não se acomodar com a mediocridade é preciso estar disposta na linha de frente, batalhando contra o conformismo e o egocentrismo, tendo como alvo as palavras acalentadoras de Jesus quando afirma “quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará.” (Marcos 8.35), significa, pois, que todo o anseio pela vida verdadeira nos moverá a rejeitarmos todos os prazeres inferiores e conforto que a vida nos oferece para o deleite de ter uma experiência continua com a presença e o amor de Deus.

Lembremos dos exemplos das esposas dos missionários que foram mortos por índios Aucas do Equador, em 8 de janeiro de 1956. Elas foram exemplo de resiliência, e não se acomodaram com a situação fatídica, mas voltaram a pregar e a viver entre os índios Aucas até o momento que Deus permitiu. Sobre a morte de seu marido, Ellisabeth Elliot escreveu que o mundo chamou a tragédia de pesadelo. Mas ela acrescentou:

“O mundo não compreendeu a verdade da segunda frase da confissão de Jim Elliot”: “Não é tolo quem entrega o que não pode reter para ganhar o que não pode perder.”

Portanto, cinja-se da toalha de serva, experimente ter um relacionamento sincero e continuo com o Senhor e mãos à obra!


Mysia Rebeca
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PIPPER, Jonh. Plena Satisfação em Deus: Deus glorificado e a alma satisfeita. São Paulo. Editora Fiel, 2009, p. 87.



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