“Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto ago...

A idolatria ao conforto

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“Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” Filipenses 1:20,21.
A trajetória do apóstolo Paulo em anunciar o Evangelho de Cristo foi marcada por longo caminho de sofrimento. O amado apóstolo sofreu com um espinho na carne (2 Coríntios 12:7), sofreu naufrágio (Atos 27;),  foi apedrejado quase até a morte em Listra (Atos 14:19), foi açoitado e preso (Atos 16:23-24), foi perseguido pelos judeus de Tessalônica por ter pregado em Bereia (Atos 17), foi picado por uma cobra venenosa (Atos 28:3), enfim, árduo foi o seu percurso em propagar a mensagem Redentora de Cristo. Quando esse servo piedoso escreveu para os cristãos de Filipos, mesmo preso, ele soube transmitir uma mensagem de ânimo e estímulo, isso porque não tinha a vida por preciosa, mas sofrer por amor à mensagem de Deus era grande fonte de lucro. Percebe-se, portanto, que Paulo foi um servo zeloso e altruísta, ele abnegou todo o conforto que possuía para se tornar mordomo do Senhor e abdicou de todo o status que sua linhagem lhe permitia para carregar no corpo o sofrimento de Jesus.

Assim como os filipenses enfrentaram perseguições (1.27-30) e pressões de falsos ensinamentos (3.2-21), nós também somos bombardeadas pelo liberalismo teológico e contaminadas pelo pragmatismo e pelo relativismo. Estamos inseridas numa cultura que idolatra o conforto, é enfatizado o hedonismo como culto ao paganismo e muitos procuram a satisfação imediata de seus desejos sem restrições. Entretanto, o apóstolo Paulo, ao animar os cristãos de Filipos a continuarem pregando o evangelho de Jesus, renuncia qualquer tipo de conforto e os instrui ensinando que sofrer por Cristo é uma grande alegria. Paulo escolheu ser servo de Jesus e, para isso, renunciou sua zona de conforto e se colocou na linha de frente para testemunhar a cruz do Cordeiro de Deus. Ele foi o marco de sua geração e por meio de sua vida ele conquistou grandes dádivas para o Reino de Deus. Muitos foram os obstáculos que o amado apóstolo enfrentou, mas seus olhos estavam fixos no prêmio final que é Jesus Cristo.

Para nos tornamos servas como o amado apóstolo foi, é preciso conhecer que o Senhor tem reservado para nós uma alegria infinita e só usufruiremos dela quando Ele for nossa total fonte de satisfação. Ao longo da caminhada com Cristo percebemos que a trajetória é cansativa, solitária, regada com lágrimas e colheitas de ensinamentos, todavia, aos poucos, muitas pessoas se encontram estagnadas! Simplesmente porque não conseguem abrir mão do seu próprio conforto. Dessa maneira, destaco apenas três importantes pontos prejudiciais que muitas pessoas acarretam ao se tornarem idólatras do conforto. 

1-Preguiça

 “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio” (Provérbios 6.6)

Um dos grandes males da humanidade é a preguiça, ela drena as forças, castra o prazer da produtividade e inibe o desenvolvimento do potencial, ao nível de empobrecer uma pessoa. No versículo supracitado, observamos primeiro uma ordem dada pelo rei Salomão (“vai ter com a formiga, ó preguiço”) e uma admoestação à diligência no final da sentença (“sê sábio”). Conforme a Bíblia de estudo de Genebra, preceitua que:

“Em se tratando do seu valor, o preguiçoso é um indivíduo inútil inferior a um animal. Apesar de satirizar a pessoa desocupada, Salomão não a destrói, antes, oferece uma crítica construtiva a fim de torná-la sábia, pressupondo que ela tem a capacidade de se corrigir”. (p.;817)

Não permita que a preguiça te impeça de ser uma serva produtiva no Reino de Deus. Seja sábia! Para que você não seja vencida pela preguiça é necessário ser um agente propulsor, ou seja, despeje todo o gás de seu vigor em feitos que promovam o bem-estar, mental, físico e espiritual. Organize uma rotina; separe um tempo para o Senhor, de preferência na primeira hora do seu dia; pratique uma atividade física e tenha uma alimentação saudável. Fazendo assim você irá abandonar sua zona de conforto e desejará conquistar grandes coisas para a glória de Deus.

2-Superficialidade nos relacionamentos

“Nós amamos porque Ele nos amou primeiro. Se alguém declarar: “Eu amo a Deus!”, porém odiar a seu irmão, é mentiroso, porquanto quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não enxerga. Ora, Ele nos entregou este mandamento: Quem ama a Deus, ame de igual forma a seu irmão!” (1 João 4:19-20).

Infelizmente vemos quão rasos são os relacionamentos entre os que seguem a Cristo. Vai desde uma amizade a um namoro, noivado e no mais extremo caso, num casamento. Por estarem presos ao narcisismo não vislumbram a ordenança do Senhor “Ame o seu irmão”, veja que o verbo ‘amar’ está conjugado no presente do subjuntivo: “Ame”, sendo assim, em todo tempo devemos amar os nossos irmãos, pois, só temos condições de amá-los porque Cristo nos amou primeiro, e aquele que não ama seu irmão não ama a Deus.

Queridas irmãs, o Senhor nos convida a cultivarmos relacionamentos sólidos na Rocha e a demonstrarmos empatia para com o nosso próximo. O próprio amor às outras pessoas brota quando desfrutamos de um relacionamento profundo e íntimo com o Autor de nossas vidas. Portanto, mergulhe fundo no amor de Deus! Saiam de suas zonas de conforto e nutram amizades que as impulsionem a conhecerem ao Senhor.

3- Falta de conhecimento

“Então Jesus os admoestou: “Não é sem motivo que errais tanto, pois não compreendeis as Escrituras nem o poder de Deus!” (Marcos 12:24)

Nessa passagem, Jesus conhecia o sentido verdadeiro das Escrituras e estava refutando o falso ensinamento dos líderes judeus. Portanto, percebam a importância de ter o conhecimento verdadeiro da obra de Deus. E isso só é possível quando separamos um momento de nossa rotina para conhecer os preceitos do Senhor por meio da leitura de sua Palavra. Sendo assim, permita-se rejeitar o conforto de algumas horas de sono e se dedique em estudar e conhecer as Sagradas Escrituras.

Por fim, para não idolatrarmos o conforto, devemos experimentar o entusiasmo de uma alegria infinita que só o Senhor pode nos oferecer, porque somente Deus é a fonte de gozo e nEle nos deleitamos. Você já imaginou nas horas que foram gastas em redes sociais ou com confortos de bens supérfluos? Agora, imagine como seria se ao invés disso estivesse abdicando desses confortos temporários para usufruir de uma jornada em que teu maior refrigério, que é o Senhor Jesus Cristo, esteja caminhando contigo por todos os dias da sua vida? Qual a sua escolha?

Mysia Rebeca



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