Em 48 páginas, Timothy Keller vai apresentar uma visão aprofundada da humildade que brota do Evangelho de Jesus Cristo, com base no text...

Indicação de livro: “Ego transformado” – Timothy Keller

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Em 48 páginas, Timothy Keller vai apresentar uma visão aprofundada da humildade que brota do Evangelho de Jesus Cristo, com base no texto de I Coríntios 3:21 – 4:7. Ele inicia com o argumento de que todos nós temos um ego vazio, dolorido, atarefado e frágil, e essa é a causa de o ser humano buscar a sua identidade em algo além de si mesmo, de viver preocupado com a sua aparência, com as críticas ou elogios que recebe, com a forma em que é tratado pelas pessoas, dentre várias outras coisas, que submergem de um problema que está centralizado no eu humano. Essa também era a raiz das discórdias entre os coríntios para os quais o apóstolo Paulo escreve. Nas palavras de Timothy Keller:

Pense nisto: dificilmente atravessamos um dia sem nos sentirmos esnobados ou ignorados, sem achar que somos idiotas ou sem atormentar a nós mesmos. Isso acontece porque existe algo muito errado com o ego. Algo errado com a minha identidade, com a percepção que tenho do "meu eu". O ego nunca se sente feliz. Vive chamando a atenção para si.
O autor se concentra então no exemplo do apóstolo Paulo, para trazer a solução deste problema.

"No entanto, pouco me importa se sou julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; de fato, nem eu julgo a mim mesmo. Pois, embora eu esteja consciente de que não há nada contra mim, nem por isso me justifico, pois quem me julga é o Senhor." (I Co 4:3-4)
Paulo não dependia de nenhum veredicto humano para que se sentisse um alguém. Ele não se importava com o que os coríntios pensavam dele, nem com o que ele mesmo pensava de si.

A identidade de Paulo não pode estar presa à opinião alheia, mas e quanto a nós? Como alcançamos este estágio de não sermos controlados pela opinião dos outros?

Qual era, pois, o segredo? O que é necessário para sermos livres do peso do julgamento das pessoas e de nossos próprios julgamentos? O segredo era que Paulo não conectava os acontecimentos da sua vida com ele mesmo.  

A essência da humildade resultante do evangelho não é pensar em mim mesmo como se eu fosse mais nem pensar em mim mesmo como se eu fosse menos; é pensar menos em mim mesmo. A humildade do evangelho mata a necessidade que tenho de pensar em mim. Não preciso mais ligar as coisas à minha pessoa. Essa humildade dá fim a pensamentos como: “Estou nesta sala com essas pessoas. Isso faz com que seja bem visto por elas? Estar aqui me faz bem?”. A humildade baseada no evangelho significa que não relaciono mais cada experiência e cada conversa à minha pessoa. Na verdade, deixo de pensar em mim mesmo. É a liberdade que vem do autoesquecimento. É o descanso bendito que somente o autoesquecimento nos oferece.

Deste modo:

Posso começar a me alegrar com as coisas que não giram em torno de mim. Meu trabalho não gira em torno de mim, o esporte que pratico não gira em torno de mim, minha vida amorosa não gira em torno de mim, meu namoro não gira em torno de mim. Apreciarei as coisas pelo que são, e nada mais [...] Quem não deseja algo assim? Mas isso está fora das nossas categorias. Esse é o bendito autoesquecimento; é a humildade do evangelho. É não pensar em mim mesmo como se fosse mais do que sou, como nas culturas modernas, nem pensar em mim como se fosse menos do que sou, como nas culturas tradicionais. É simplesmente pensar menos em mim mesmo.

A única opinião que deve realmente nos importar é a de Deus: “Quem me julga é o Senhor”. Mas, o veredicto do Evangelho em Jesus Cristo já foi encerrado, porque Ele foi julgado em nosso lugar. Ele enfrentou todos os veredictos para que pudéssemos nos sentir livres! Nosso descanso reside no fato de que em Cristo toda condenação que havia contra nós foi aniquilada, de forma que o próprio Deus nos chama agora de filhos amados, pela justificação que nos foi imputada pelo seu amado filho Jesus.

Então, a única pessoa cuja opinião realmente interessa se volta para mim e diz que sou mais valioso do que todas as joias deste mundo.

Portanto, a solução para o ego natural humano se encontra no evangelho de Jesus Cristo. É dele que brota a liberdade do autoesquecimento. Revivamos então o evangelho todos os dias: nele somos, de fato, livres!

Informações do livro
Título do livro: Ego transformado: A humildade que brota do Evangelho e traz a verdadeira alegria
Autor: Timothy Keller
Editora: Vida Nova
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Thayse Fernandes



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Um comentário:

  1. Nunca havia pensado no autoesquecimento como solução para algo como o ego. Agora faz mais sentido o "negue-se a si mesmo". O blog está bem colorido. Valeu por publicar!

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