“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.” ( Salmos 133:1 )

A comunhão da família cristã

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“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.” (Salmos 133:1)

Durante este mês de maio, na igreja onde congrego, estamos comemorando o mês da família. E nesse primeiro domingo tivemos a abertura, cujo tema foi: “Igreja em ação”, que consistia em todos os membros unidos com o propósito de servir à comunidade, então foi realizada ação social, evangelismo e palestras para todas as faixas etárias. Com a adrenalina a todo vapor para finalizar os últimos detalhes e começar na organização da equipe para o evangelismo, peguei-me tendo uma linda epifania, pois o serviço de todos os irmãos e irmãs trabalhando juntos e servindo ao próximo com o propósito de glorificar o Senhor de nossas vidas é demasiadamente belo! Fico contemplando, assim, como será perfeita a nossa morada eterna com o Rei da glória, todos nós filhos do Deus vivo, servindo uns aos outros e glorificando o nosso Pai, que dia maravilhoso está por vir!

No versículo supracitado, o salmista assevera o prazer da comunhão de todos os servos de Deus unidos a uma só voz e tendo um só coração com o propósito de adorar o Senhor. Deus dá a bênção da unidade por meio do Espírito Santo no vínculo da paz (Efésios 4.3). A Bíblia apresenta a importância da comunhão entre nós, Seus filhos e filhas, pois, em comunhão engrandecemos e exaltamos o Senhor (Salmos 34.3), alegramo-nos quando um pecador tem consciência de seus erros e se arrepende (Tiago 5.20), e glorificamos a Deus porque fomos comprados com o sangue de Cristo (1 Coríntios 6.20), enfim, a comunhão entre nós, filhos e filhas do Senhor, proporciona graça e misericórdia na jornada da vida cristã, assim, prosseguimos juntos para o marco de nossas vidas: o Cordeiro de Deus.

Quando o Senhor nos salvou, passamos a desfrutar de um sentimento íntimo e genuíno do que consiste a verdadeira satisfação, que é aspirar por Deus mais do que por suas bênçãos e nos deleitamos em ter comunhão com o Pai. Concomitantemente, a comunhão com o Pai desperta o amor em obedecer aos seus princípios, como também amar ao próximo (1João 4.10-11). O amor de Deus transcende qualquer circunstância, e rompe com o orgulho, vaidade e tudo que for contrário a sua santa Lei. Por isso, em amor comungamos com nossos irmãos e ansiamos por viver conforme Seus desígnios. Para aqueles que não compreendem o amor incondicional do nosso Deus para conosco há um misto de ceticismo e ignorância, pois desconhecem Quem nos amou primeiro e nos possibilitou amar ao próximo. Muitos podem vislumbrar essa comunhão entre nós, Seus filhos e filhas, de forma romantizada e estereotipada. Todavia, abordarei alguns aspectos de como nossa comunhão de família cristã é genuína e pautada nos santos alicerces de nosso Pai. São eles:

1-  Nossa comunhão deve ser ultracircunstancial

“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (Tiago 1.2)
É praticamente impossível ver alguém feliz com as grandes intempéries da vida.  Dificilmente achamos motivos para agradecer pelas grandes tribulações que nos assolam. E aos poucos vamos perdendo a fé de dias ensolarados, e as nossas forças vão cessando num simples sussurro, pois, não suportamos mais viver dessa maneira! A tristeza passa ser a “amiga” inseparável e a amargura a “companheira” de todas as horas. Porém, no versículo acima, a Bíblia de estudo de Genebra assevera que “Os cristãos não devem sentir uma alegria mórbida em seus sofrimentos, mas alegrar-se no meio das provações por causa dos resultados positivos que o sofrimento traz.” Queridas irmãs, tenham em mente que mesmo nas tribulações devemos ser amigas, companheiras e auxiliadoras na unidade da família cristã, pois, fazendo isso estaremos comungando com nossos irmãos do amor incondicional e ultracircunstancial de nosso Deus.

2-  Devemos ter comunhão com o corpo de cristo

“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros.” (1 João 4:10,11)
Estamos assoladas numa geração altamente egocêntrica e de valores corrompidos. Penosamente, vemos pessoas que não estão felizes ou satisfeitas com o êxito de seu próximo, sendo então mesquinhas e egoístas. Haja vista que infelizmente essas pessoas não foram alcançadas pela graça imerecida do Cordeiro de Deus e, assim, não desfrutam da nossa alegria, mas, como assevera no versículo supracitado, nós como o corpo de Cristo devemos amar o nosso próximo porque Deus nos amou primeiro e dessa forma amamos uns aos outros. Portanto, como família cristã nossa missão é amar o próximo e ser misericordioso com ele assim como o Pai é conosco, para que fazendo isso vivamos em comunhão com Deus e com os nossos irmãos.

3- Obter uma comunhão autêntica com Deus

“O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.” (1 João 1.3)
Prezada leitora, se você quer ter o coração acalmado, uma vida motivada e motivadora, você precisa buscar em primeiro lugar a comunhão com Deus em oração. Quanto mais você o procura, mais Ele se revelará em sua vida e você experimentará a verdadeira paz que Ele proporciona, porque os Seus ouvidos estão atentos ao seu clamor por socorro (Salmos 34.15). Portanto, direcione sua atenção Àquele que entende seus anseios, sendo assim, comungue de momentos maravilhosos na presença do Autor e Consumador de sua vida, desfrute da comunhão com Deus, pois somente o Senhor tem poder para te preencher e te satisfazer. Fora dEle só há infelicidade.

Por conseguinte, desfrutar da comunhão da família cristã requer que venhamos amar ao Senhor em primeiro lugar de nossas vidas e somente Ele deve estar no centro de nossos corações e simultaneamente desfrutaremos de sua boa, agradável e perfeita vontade. Como também devemos amar nossos irmãos, pois, uma vez que o amor de Deus nos constrange vivemos para obedecer aos seus desígnios e isso inclui a comunhão em unidade com nossos irmãos exercendo sempre os frutos do Espírito Santo. E por fim, devemos manter comunhão ultracircunstancial, ou seja, devemos ser gratas ao Senhor por toda momentânea tribulação que passaremos nessa vida, visto que o sofrimento traz resultados positivos para o amadurecimento de nossa fé.

Meu alvo é Deus, e não prazer ou paz,
nem sequer Sua benção, mas Deus mesmo;
guia-me aqui - não eu, mas Ele o faz
a qualquer preço e por qualquer caminho.

Assim a fé sua meta busca em Deus,
e o amor sabe que Deus a leva lá;
minha alma segue, em luta, os passos Seus
até cumprir-se a minha maior prece.

Não importa a senda, às vezes tão escura,
nem o alto preço de chegar à meta:
Ele sabe a maneira mais segura;
o caminho de Deus é sempre estreito.

Dizer-Lhe não, jamais eu poderia;
firmo os meus passos rumo ao meu Senhor;
que é minha glória aqui, dia após dia,
e na glória por vir; meu grande Prêmio.
                                
F. Brook

Mysia Rebeca
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BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA. Os benefícios das provações. Tradução de João Ferreira Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 2009. p. 1670. Velho Testamento e Novo Testamento.



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