Este é um clássico da literatura cristã, que trata de uma assunto muito importante dentro do contexto eclesiástico: o evangelismo.

Indicação de livro: “Nosso silêncio culpado” - John Stott

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Este é um clássico da literatura cristã, que trata de uma assunto muito importante dentro do contexto eclesiástico: o evangelismo.

“Em uma época em que a missão evangelística da Igreja nunca foi mais urgente, parece que seu empreendimento evangelístico nunca foi mais deficiente ou ineficaz.”

John Stott apresenta quatro grandes causas para o nosso “silêncio culpado” que formam a essência desse livro, junto com as possíveis soluções. O livro é composto de quatro capítulos, onde cada um contém uma dessas causas, que são as seguintes:

“Ou não temos um bom incentivo nem para tentar falar, ou não sabemos o que dizer, ou não estamos convencidos de que é o nosso trabalho, ou não acreditamos que faremos qualquer bem, porque nos esquecemos da fonte do poder.”

No primeiro capítulo, o autor discorre acerca da glória de Deus, como o maior incentivo evangelístico.

“Nós não falamos de Cristo porque não amamos tanto o seu nome a ponto de não suportarmos vê-lo não reconhecido e não adorado. Se apenas os nosso olhos se abrissem para vermos a sua glória, e se apenas nos sentíssemos feridos pela vergonha de sua humilhação pública entre os homens, não seríamos capazes de permanecer em silêncio.”

Não amamos a glória de Deus o suficiente para que nossos lábios parem de ser cerrados, e exclamem com entusiasmo a tão grande salvação ocasionada por Ele em sua graça! Não amamos tanto a sua glória para que o nosso ardente anseio seja de vê-lo sendo adorado por todos os seres viventes da terra!

John Stott prossegue relatando sobre o grandioso evangelho de Deus, que compõe a mensagem evangelística.

“A segunda razão para o nosso silêncio culpado é que não temos clareza em certeza do que devemos falar. Não dizemos nada porque não temos nada a dizer. Nossa língua está amarrada e nossos lábios estão selados porque não temos um conhecimento profundo do Evangelho ou uma convicção sobre a sua verdade, ou ambos.”

Neste capítulo, o evangelho é descrito começando a partir da pessoa de Cristo, a verdade central das boas novas, passando pela sua morte na cruz, a visão bíblica acerca do homem e do pecado, até a resposta do homem com fé.

Esse evangelho foi confiado à Igreja, a agência evangelística designada pelo Senhor para o mundo perdido.

“Em primeiro lugar, ele enviou seu Filho. Então, enviou seu Espírito. Agora, ele envia sua igreja, que somos nós. Ele nos envia pelo seu Espírito, em seu mundo, para anunciar a salvação de seu Filho. Ele trabalhou por meio de seu Filho para conseguir isso, e trabalha através de nós para tornar isso conhecido.”

“Ele agiu ‘por meio de Cristo’ para alcançar a reconciliação e agora age ‘por meio de nós’ para anunciá-la.”

Temos, portanto, como Igreja, uma participação privilegiada no plano redentor de Deus para a humanidade. Possuímos em nossas mãos algo infinitamente mais valioso do que todas as riquezas existentes, porque procede do coração do Altíssimo, sendo fruto do Seu amor para solucionar o estado do homem perdido. Os pecadores podem agora ser reconciliados! Aqueles que outrora se rebelaram contra Deus podem ser perdoados de todos os seus atos de maldade e serem levados ao lugar onde poderão ser felizes plena e eternamente! Certamente, não existem melhores boas notícias do que essas. Temos, verdadeiramente, um tesouro inigualável conosco, ainda que em vasos frágeis de barro, para que a excelência do poder seja sempre de Deus, e não nossa (II Co 4:7).

Não podemos guardar esse evangelho precioso apenas para nós mesmos, temos que anunciá-lo!

“‘Missão’ envolve a Igreja, o evangelho e o mundo. No entanto, não é a Igreja declamando o Evangelho de cima dos telhados para um mundo distante, surdo e desatento; é a Igreja saindo para o mundo com o Evangelho, infiltrando-se no mundo, identificando-se com o mundo, a fim de compartilhar o Evangelho com o mundo.”

Então, o autor encerra ressaltando acerca do Espírito de Deus, de onde vem a força capacitadora e decisiva para que evangelizemos o mundo. Sem Ele, o nosso trabalho está tendencioso ao fracasso. É o Espírito Santo quem convence o pecador do seu pecado e realiza a obra da salvação. Nosso papel é somente pregar a Palavra.

“Muitos dos evangelistas que Deus tem visivelmente usado deram testemunho da experiência de ser nada mais do que um canal para o poder de Deus.”

Com uma linguagem simples e envolvente, John Stott conseguiu observar fatores da nossa culpa em permanecermos calados, ressaltando a importância do papel evangelístico da Igreja e o zelo de Deus em ser conhecido e adorado, zelo que precisa ser nosso também. Todo cristão precisa conhecer o que lhe foi entregue em responsabilidade e acatar em amor a vontade de Deus para a sua vida, para que perante Ele seja aprovado, e não incorra em culpa junto com uma sociedade mórbida e irrelevante diante as coisas espirituais. Portanto, procuremos sempre conhecer a Sua vontade, até que sejamos conformadas com ela, para que vivamos de tal modo que todos vejam que somente Ele é Senhor, e que não há outro como Ele!

Informações do livro: 
Título: Nosso silêncio culpado: A Igreja, o evangelho e o mundo
Autor: John Stott
Editora: Esperança
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Thayse Fernandes



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