A Escritura nos faz uma advertência muito séria quanto a alta capacidade que temos de nos autoenganar: “Enganoso é o coração, mais do qu...

Será que eu sou realmente salva?

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A Escritura nos faz uma advertência muito séria quanto a alta capacidade que temos de nos autoenganar: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr. 17.9). Isso implica dizer que não existe nada nem ninguém no mundo que seja capaz de nos enganar tão bem quanto nosso próprio coração. É assustador, especialmente, quando se trata do nosso destino eterno e da nossa condição diante de Deus.

O Senhor fez grandes promessas para todas as pessoas desse mundo, de benção e felicidade eterna para o Seu povo, mas, de julgamento e duras penas para aqueles que permanecerem rebeldes ao Seu governo. Por isso, é comum que pessoas gostem de se identificar como parte do povo bendito, por causa das bençãos destinadas para eles, porque querem se tornar participantes das promessas de deleites, principalmente as que tangem aos cuidados desta vida. Dessa forma, existem muitas pessoas que acreditam ser cristãs porque frequentam uma igreja, conhecem doutrinas bíblicas, fizeram uma oração um dia e “aceitaram Jesus” ou porque estão prosperando financeiramente.

Há outro fator que intensifica o aumento do número de pessoas que acreditam ser cristãs, mas não são – a pregação do falso Evangelho. Em nossos dias, há uma tendência crescente de igrejas que estão redefinindo ou rejeitando os valores absolutos do Reino de Deus para poder atrair pessoas que querem o rótulo de cristãs, mas não pretendem viver como tal. Assim, distorcem a sã doutrina com argumentos de que as orientações que há na Bíblia e que são inaceitáveis pela ética social de hoje, são elementos culturais e, portanto, descartados. Mas a Escritura condena o falso ensino (Gl. 1.8).

Falsos mestres estão por toda parte, com carisma e eloquência ensinando o que as pessoas gostam de ouvir, o apóstolo Paulo nos deixou avisados quanto a isso:

“...chegará o tempo em que não suportarão a sã doutrina, mas, desejando muito ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo seus próprios desejos; e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão para as fábulas.” (2 Tm. 4.3, 4). 
Essas pessoas amam seus pecados e querem continuar vivendo neles, não querem abandoná-los e arrepender-se, por essa razão, procuram pessoas que ensinem um “evangelho” que se adapte aos desejos delas, que anestesie suas consciências para poderem pecar em paz. Deste modo, se desviam da verdade, porque a verdade como luz resplandecendo nas trevas expõe seus pecados, lhes chamando ao arrependimento e a fé no Filho de Deus.

Mas mesmo que não estejamos indo conforme a maré do nosso tempo, e que façamos parte de uma igreja bíblica, comprometida com a sã doutrina, ainda assim podemos estar enganadas quanto ao estado da nossa alma.

Certa vez o Senhor Jesus contou a parábola de um homem que semeou boa semente de trigo em seu campo, mas um inimigo veio e plantou joio no meio do trigo, quando as espigas começaram a crescer apareceu também o joio. Os funcionários do dono do campo lhe informaram da presença do joio em sua plantação e perguntaram se ele gostaria que arrancassem o joio, mas o proprietário ordenou que não, para que não acontecesse que ao arrancar o joio se confundissem e tirassem o trigo também. O homem, então, lhes diz para esperar pela época da colheita.

A princípio, o joio e o trigo têm aparência semelhante, porém, na fase do amadurecimento e frutificação ambos apresentam formas distintas, especialmente quanto ao fruto. Nesse caso, podemos perceber que o que diferencia os verdadeiros cristãos dos falsos são os frutos que eles produzem.

Esses frutos são consequência do relacionamento deles com Cristo. Foi Ele mesmo quem disse que é a videira verdadeira e Seu Pai o agricultor:

“...quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo. 15.5b)
Se estamos em Cristo, recebemos dele o poder para viver a vida que Ele nos chamou para viver. Às vezes, ficamos perplexas com nossas próprias ações, nos perguntamos como podemos fazer o que fazemos mesmo sabendo de tudo o que sabemos. O apóstolo Paulo orientou os cristãos de Corinto a se examinarem:

“Examinais-vos a vós mesmos se realmente estais na fé, provais-vos a vós mesmos.” (2 Cor 13.5)
Quais são, então, os frutos produzidos por aqueles que estão em Cristo? Embora existam vários, listareis apenas 3, os quais, penso que a partir deles os outros se desenvolvem:

1. Amor a Deus: Esse fruto pode ser visto em nós pelo anseio que temos pela comunhão com o Senhor, quanto mais crescemos em amor por Deus, mais desejamos estar próximos d’Ele e obedecê-lo.

2. Amor ao próximo: Expresso por meio de atos de bondade, no exercício da misericórdia e do perdão.

3. Crescimento na santificação: Conformidade ao caráter do Senhor Jesus, conseguimos identificar quando amamos o que Ele ama e nos aborrecemos com o que lhe ofende. Tristeza pelo pecado e permanente arrependimento.

Essas 3 características são sinais inequívocos de nossa salvação, porém, é preciso deixar claro que não conseguimos vivê-las de modo perfeito, pois não teremos perfeição em nossa natureza enquanto vivermos neste mundo, o que podemos perceber ao longo da nossa caminhada é o progresso, mas não a perfeição. Por isso, devemos nos examinar para saber se estamos conseguindo progredir nessas coisas, apesar das nossas falhas.

Sonaly Soares



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Um comentário:

  1. O que podemos fazer quando percebemos que possivelmente estamos enganados acerca da nossa salvação?

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