Desde muito novas somos incentivadas a imaginar o futuro e viver baseando-nos em esforços para atingi-lo. Ao nutrir essa expectativa ...

Satisfeitas com o presente



Desde muito novas somos incentivadas a imaginar o futuro e viver baseando-nos em esforços para atingi-lo. Ao nutrir essa expectativa em demasiado, nos esquecemos de vivenciar o tempo presente e encontrar dádivas nele. Muitas vezes enxergamos o nosso cotidiano, a nossa rotina como um fardo, um empecilho, um obstáculo que está entre nós e o tão almejado futuro. Diante disso, não costumamos ser gratas por tudo o que o nosso Pai Bondoso nos dá hoje. A vontade do nosso Deus não é que sejamos ansiosas e ingratas, pelo contrário, Ele quer que aprendamos a viver contentes, ou seja, sabendo que tudo o que vivenciamos agora é suficiente para nós e que o Senhor tem o controle de tudo. 

Se formos responder um questionário simples perguntando se estamos satisfeitas com o que nos é dado no presente, talvez a nossa resposta seja um grande e sonoro “não”. Isso se explica porque sempre queremos mais, estamos sempre com os nossos olhos fixos naquilo que o futuro pode nos proporcionar. Planejar e até mesmo esperar pelo futuro com esperança de conquistar coisas melhores não é algo pecaminoso. Contudo, negligenciar o hoje como sendo algo sem importância o é, pois o tempo presente é um dom de Deus para cada uma de nós. Então, se negligenciamos as  vivências e experiências que estão acontecendo em nossa vida, estamos renunciando deliberadamente o que Deus está nos dando de maneira graciosa. 

Podemos ser tentadas a argumentar: “Mas, são muitas coisas ruins que estão acontecendo agora em minha vida.” “Já fazem tantos anos que sonho com tal coisa e ainda nem sinal disso.” “Estou enfrentando muitas dificuldades agora, só queria que tudo isso acabasse.” Devido ao sofrimento que muitas de nós enfrentamos no presente, concentramos a nossa energia para tentar ir a um lugar seguro, onde todas as dificuldade somem e nós conseguimos respirar aliviadas. Por algum motivo entendemos, mesmo que temporariamente, que este lugar não está aqui, no agora. Mas Deus é este Lugar. Ele também está no agora.

O apóstolo Paulo nos ensina a viver satisfeitas com o que está ocorrendo em nossa vida. Em Filipenses 4, ele afirma que se adapta ou aprende a viver em qualquer situação em que esteja passando, seja a necessidade ou a fartura, seja bem alimentado ou com fome. O apóstolo explica que pode todas estas coisas naquele que o fortalece. Este Paulo é o mesmo que em versículos anteriores admoesta os crentes a não viverem ansiosos, mas sim, a entregarem todas as coisas a Deus através de orações, súplicas e ações de graças. Ademais, ele ainda assegura que a paz de Cristo que ultrapassa qualquer entendimento guardará a mente do cristão que assim procede.

O Senhor Deus nos chama para apreciarmos o presente. Ele nos dá o hoje para sermos gratas, independente daquilo que estamos passando. O presente não é apenas o tempo que nos separa do futuro, mas é o momento em que nós andamos com Deus e aprendemos sobre Ele. Nós devemos reconhecer o nosso Pai nos nossos dias, e enxergá-Lo nos guiando e nos mostrando como viver. Regozijemo-nos no Senhor agora, não espere os próximos anos para glorificá-Lo e se alegrar Nele. Mesmo em meio ao caos que pode estar o seu momento atual, tenha contentamento, pois Deus é suficiente. Apesar de todas as dificuldades, aflições e incertezas acerca do porvir, compreenda que o Senhor é o Deus do presente e do futuro, Ele conhece todos os nossos dias e por isso podemos confiar no que Ele tem para nós. Sejamos satisfeitas com o nosso presente!


Hellen Juliane

O Salmo 124 é classificado como um “Salmo de romagem”, uma categoria dentro do Saltério Bíblico composto pelos 15 salmos que vão do 120 ...

“Se não fosse o Senhor”


O Salmo 124 é classificado como um “Salmo de romagem”, uma categoria dentro do Saltério Bíblico composto pelos 15 salmos que vão do 120 ao 134. Dentre algumas suposições, tem sido defendido que esses hinos eram entoados no percurso que os judeus faziam quando iam para as festas em Jerusalém. Esses salmos também são conhecidos como “Salmos de degraus” ou “Salmos de subida”.

Uma das mais belas histórias que a Bíblia relata sobre a exaltação do humilde e o abatimento do orgulhoso está no livro de Samuel,...

Lançando-se aos propósitos de Deus



Uma das mais belas histórias que a Bíblia relata sobre a exaltação do humilde e o abatimento do orgulhoso está no livro de Samuel, trata-se da emocionante narrativa de Ana em busca de seu sonho. A vida dessa mulher piedosa nos inspira a confiar e descansar no Senhor em qualquer circunstancia, pois, em meio ao seu sofrimento em ser estéril, ela enfrentava também as diversas provocações de Penina (a outra esposa de Elcana) e o conformismo de seu marido. Entretanto, ela ora e confia no Criador de sua vida e lança-se aos seus propósitos, crendo que o Senhor irá inter­vir extraordinariamente, transformando vales se­cos em mananciais, noites escuras de desespero em manhãs ensolaradas de esperança.

Em primeira análise, cabe destacar a importância da oração. A Bíblia descreve que a amargura da alma de Ana era tão terrível que ela não comia e só chorava (1Samuel 1.6-8), posteriormente ela ora e suplica que o Senhor intervenha em sua fatídica situação e realize seu sonho de ser mãe. Dessa forma, no momento que o sacerdote Eli disse para ela ter paz que sua petição seria atendida ela logo muda de semblante e passa a comer e não havia mais tristeza em seu rosto (1Samuel 1:18). Ana exercita sua fé e entrega-se sem reservas aos propósitos de Deus. Essa encantadora história nos assegura que o Senhor está presente em nossas vidas, e que trabalha de tal for­ma que todas as coisas cooperam para o nosso bem. Portanto, não tenham medo de se lançar aos seus propósitos, apenas faça como Ana, ore e descanse sabendo que Deus está contigo em qualquer situação. Isto posto, preceitua o pastor Hernandes Dias Lopes¹:

“O sonho de Ana era muito pequeno. Suas as­pirações não eram suficientemente ousadas. Ela queria apenas ver o seu ventre transformando-se num cenário de vida. Mas, Deus não realizou o sonho de Ana no seu tempo, porque tinha algo maior para fazer em sua vida. Os pensamentos de Deus são mais elevados do que os nossos pensamentos. O sonho de Deus para Ana não era apenas que ela fosse mãe, mas mãe do maior profeta da­quela geração. Samuel não seria um homem co­mum, mas aquele que traria o povo de Israel de volta para Deus, o último e o maior juiz de Isra­el.”
Depreende-se, portanto, que a única coisa que nos cabe é nos lançar humildemente aos pés de Jesus e confiar nEle. Pois, a nossa maior necessidade não é de coisas, mas de Deus, pois, é o Senhor que cavalga nas alturas para a nossa ajuda (Dt 33.26), não há Deus como Ele, que tra­balha para aqueles que nele esperam (Is 64.4), aos seus amados, Ele dá o suprimento enquanto dormem (Sl 127.2). Por mais angustiante que a caminhada tenha se tornado, faça como Ana; ore, confie e se entregue aos propósitos Daquele que te criou, pois é o único que irá trazer paz e satisfação ao seu coração, evidenciando-nos que Ele está no controle de minha e de sua vida.

Mysia Rebeca

¹ LOPES, Hernandes Dias. Não desista de seus sonhos. São Paulo: Editora Candeia, 1999.

O capítulo 1 de Salmos é bastante conhecido e recitado. Ele é composto por 6 versículos que expõem a felicidade dos justos e o destino d...

Duas vias diante de nós


O capítulo 1 de Salmos é bastante conhecido e recitado. Ele é composto por 6 versículos que expõem a felicidade dos justos e o destino dos ímpios. Primeiramente, o escritor inicia descrevendo negativamente as atitudes de quem é bem-aventurado, isto é, muito feliz. O termo “feliz” ou “bem-aventurado” transmite a ideia de “como é recompensadora a vida de”. Feliz é quem não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores e não se assenta na roda dos zombadores. Perceba que as três negativas enfatizam aspectos diferentes de separação de Deus: aceitação dos conselhos, participação dos costumes e adoção da atitude dos ímpios. 

A primeira definição nos fala de “andar” no conselho dos ímpios, isso nos faz perceber que o salmista não está falando de uma simples conversa, mas sim de um problema maior: absorver e tomar como verdade conselhos carregados de impiedade.  A segunda definição traz o verbo “deter”, que mais se aproxima com o sentido do verbo “parar”. Não estagnar no caminho dos pecadores é uma característica de quem prossegue firmemente no caminho da verdade. Na terceira definição, vemos a expressão “se assenta”, a roda dos zombadores não é um lugar onde  devemos nos acomodar. Se sentar-se com os que zombam e acatar suas ações nos traz conforto, não podemos ser chamados de justos.

No versículo 2, vemos o contraste expresso através da expressão “pelo contrário”, dessa forma, entendemos que as práticas dos justos em nada se assemelham às mencionadas anteriormente pois o seu prazer está na lei do Senhor, como também é expresso em outro salmo: Terei prazer em teus decretos e não me esquecerei de tua palavra ” (Sl 119.16). Além disso, observamos que o fato de amar, ter prazer na lei do Senhor, implica dizer que dedicamos tempo à sua palavra, meditando nela de dia e de noite, não como uma ação ininterrupta, mas constante.  Estes procedimentos resultarão no que é dito no v. 3 . O salmista utiliza a figura de uma árvore plantada à beira de águas correntes, que é frutífera e as folhas não murcham. O homem que tem a palavra de Deus como prioridade será sempre renovado e tudo o que fizer prosperará, assim como a árvore, dá seus frutos no tempo oportuno.

Diferente desta primeira figura, os ímpios são comparados à palha no v. 4. Enquanto os justos possuem raízes e frutificam, os ímpios são espalhados como palha pelo vento. Assim como a casa edificada sobre a areia cai, os ímpios não resistirão (Mt 7.26-27). Por isso, pela sua inconstância e falta de firmeza, eles não prevalecerão no dia do juízo. O Senhor virá sobre todos os que habitam na terra e os ímpios não ficarão em pé “na presença do filho do homem”(Lc 21.36). Assim como o joio será separado do trigo, os perversos não terão lugar entre os justos. O porquê apresentado no versículo final, aponta para a justiça de Deus: ele recompensa o caminho dos justos, mas a consequência da impiedade é destruição. Há um caminho que parece direito, mas o fim é morte (Pv 16.25). 

Embora em alguns momentos os ímpios pareçam justos, o dia do juízo revelará os “homens de palha” e suas respectivas obras.  É impossível que haja verdadeira felicidade entre aqueles que se afastam de Deus. Por outro lado, como é recompensadora a vida de quem faz da Sua palavra o alicerce e raiz para frutificar no tempo certo e ser reconhecido pelos frutos. Os ímpios terão a recompensa da sua impiedade, dispersos e vacilantes. Porém, os justos podem dizer “Bom para mim é aproximar-me de Deus” (Sl 73.28). Há duas vias diante de nós, dois caminhos distintos e distantes entre si. Sejamos como árvores plantadas junto às águas, frutificando no tempo certo e resistindo à aridez deste mundo pela graça do nosso Senhor Jesus Cristo.   A presença do Senhor é a nossa maior recompensa. 


Juliany Correia

Existe uma realidade que está além do que os nossos olhos conseguem enxergar, mas infelizmente nossos olhos são tendenciosos a serem fix...

Enxergando o invisível


Existe uma realidade que está além do que os nossos olhos conseguem enxergar, mas infelizmente nossos olhos são tendenciosos a serem fixados apenas naquilo que está diante de nós, no que é visível e aparente. Observe como tens gastado a sua vida, quais tem sido as suas prioridades, em que tens investido seu tempo e quais tem sido suas maiores preocupações ultimamente... poderias parar um pouco a leitura só pra refletir nisso, querida irmã?

As vezes precisamos freiar um pouco em meio ao frenesi que vivemos para meditarmos nos propósitos de nossa existência e buscarmos entender se estamos prosseguindo no caminho certo.

Não raramente a conclusão que chegamos com essa reflexão é que pouca atenção, importância, tempo e preocupação temos dado às coisas que não se vêem; naquilo que é espiritual, invisível e eterno. E é por focarmos na realidade visível que pensamos que a nossa vida é um progresso que depende de nós, de nossa busca e esforços por reconhecimento, bem-estar e sucesso. Por atentarmos para o que é aparente que nos chateamos tanto com pessoas, sem considerarmos que o nosso Senhor nos chamou para sermos como Ele, compassivas e misericordiosas. É por nos ocuparmos tanto com as coisas desse mundo que fazemos planos como se sempre fôssemos viver aqui, como se a outra realidade fosse tão distante que quando tivermos tempo pensaremos e nos dedicaremos a ela.

"Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno." (II Co 4:18)
Querida leitora, não atente apenas para o que é aparente, o Senhor tem elevados e melhores anseios para você. Ele nos convida a olharmos para o que não se vê, para isto precisamos estar com os "olhos espirituais" abertos. Não se preocupe sobremaneira se não conseguires a desejada bonificação ou reconhecimento em sua empresa, você é herdeira e cidadã dos céus. Não fique magoada se o teu trabalho na obra de Deus for criticado ou desmerecido; é a Cristo, o Senhor que você tem servido, não aos homens. Não se deprima se tudo parece dar errado em sua vida, se as coisas tem sido difíceis ou se parecem regredir, traga à memória que tudo isso vai passar - inclusive tuas lágrimas e sofrimentos - um dia estaremos para sempre com o nosso Salvador.

Tenho pedido ao Senhor que me auxilie nesta busca por focar no invisível, não concentrando a minha vida no que é aparente, mas eterno. Te convido a se juntar comigo e juntas batalharmos em prol dessa busca; pois o que se vê é transitório, mas o que não se pode ver, isso sim vale a pena por ser eterno.

Atentar para as coisas que se não vêem também nos faz crer piamente em tudo o que o Senhor disse ainda que não consigamos enxergar evidências no hoje. Simplesmente porque Ele disse. O Senhor é fiel para cumprir tudo o que prometeu, Ele não é homem para que minta em qualquer coisa. Com isso deduzimos que tudo o que está escrito em sua Palavra é verdadeiro e digno de total confiança. Se nossos olhos estão no invisível, obedeceremos Sua Palavra como se a nossa vida estivesse ali, porque de fato ela está. O problema é que nem sempre conseguimos enxergar essa realidade. Nossos olhos espirituais por vezes se encontram obscurecidos, concentrados nas coisas deste mundo, cegos para o entendimento espiritual.

"Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas." (Cl 3:1-2)
 Quando concentrarmos nossa mente nas coisas do alto não nos desesperaremos quando as coisas parecerem não fazer sentido aqui. Não murmuraremos contra Deus por não nos dar tudo o que queríamos, por entender que em sua graça Ele já nos providenciou tudo o que precisamos, mesmo sem merecermos. Não andaremos preocupadas de um lado para o outro com aquilo que foge de nosso controle. Descansaremos ainda que seja referente às nossas próprias necessidades humanas. O Senhor Jesus já nos alertou sobre isso:

"Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘Que vamos beber?’ ou ‘Que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas." (Mt 6:31-32)
Ele sabe de tudo o que precisamos, antes de O falarmos. Logo, não preciso me preocupar sobremaneira por qualquer coisa, por entender que o meu Pai celestial cuida de mim como também cuida dos pardais que estão nos céus e dos lírios que estão nos campos. Ele já sabe, e providenciará a Seu tempo o suprimento das minhas necessidades, mas as vezes Ele quer que eu entenda que a minha maior necessidade é Ele! Que tudo o que se vê vai passar, que não vale a pena gastar a minha vida com o que é aparente.

Enquanto não vivemos dessa forma, seremos semelhantes aos pagãos que não creem em Deus, eles não possuem um fundamento em que se apoiar e consequentemente vivem preocupados. Nós, porém, não devemos ser assim, pois temos um Pai que nos ama e que ao mesmo tempo é o Senhor de todas as coisas. A cada dia "vivemos por fé, e não pelo que vemos." (II Co 5:7)

Como está a sua fé hoje, querida irmã? É a fé que nos possibilita enxergar o que é invisível. 

"Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos." (Hb 11:1)
O nosso irmão Jó quando não encontrava nenhuma razão para o seu sofrimento exclamou: "Eu sei que o meu Redentor vive e que no fim se levantará sobre a terra." (Jó 19:25). Abraão quando não encontrou qualquer esperança para a promessa de Deus se cumprir em sua vida, creu contra a esperança, "sendo fortificado na fé, dando glória a Deus." (Rm 4:20). Moisés por visar o invisível não aceitou as recompensas da terra, antes escolheu ser afligido com o povo de Deus, não os tesouros do Egito (Hb 11:24-25). Todos esses homens e vários outros morreram, mas são contados como exemplo para nós, como heróis em seus tempos, pois foram capazes de enxergar o invisível e de acreditar no inexplicável. Todos venceram por se apoiarem em Deus e não em si mesmos, por visualizarem o que humanamente falando ninguém via, mas que o Senhor dava certeza de que era o mais real que havia. E eles desenvolveram sua fé!

Que a cada dia o nosso anseio e oração seja: "Senhor, aumenta a minha fé. Sei que tenho sido falha por atentar para o que é aparente e por me esquecer que a minha vida e identidade se encontram inteiramente em Ti. Mas apesar de ser tão falha e limitada, quero me esforçar outra vez e quantas vezes forem necessárias, até que o Senhor seja tão real em minha vida que eu seja capaz de ver o que é invisível e de acreditar no que nem sempre faz sentido em minha mente. Me ajuda diariamente nisso. Que o Senhor seja o maior engrandecido nesta busca. Amém!"

Juntas na busca do foco no invisível,
Thayse Fernandes

Qual é o seu maior interesse? Quais são os seus planos para o futuro? Como você imagina a sua vida? Conte-me sobre os seus sonhos. Quan...

Cheias de compaixão


Qual é o seu maior interesse? Quais são os seus planos para o futuro? Como você imagina a sua vida? Conte-me sobre os seus sonhos. Quando estamos falando acerca destas questões citadas acima, a saber, sonhos, planos e interesses, logo há um grande refletor de luz direcionado para a estrela principal, nós. Na maior parte do tempo, os nossos pensamentos e os nossos planejamentos estão ancorados em nós mesmas. Tornamo-nos  as protagonistas de nossas vidas e tudo o que há de bom e que desejamos tem que nos ser servido. 

Pouco do que imaginamos para o nosso futuro, pouco dos interesses que temos para a nossa vida está firmado na perspectiva da compaixão, do amor. Quantas de nós busca servir e doar-se a outrem? O quanto as outras pessoas fazem parte de nossos planos de vida que muitas vezes são individualistas? O egocentrismo tem invadido o nosso coração de tal forma, que é extremamente difícil sentar com alguém e perguntar se este deseja algo. Para nós, é pesaroso participar das lutas, dos planos, do dia a dia, dos interesses de outra pessoa.

Quando Jesus estava prestes a multiplicar os pães e os peixinhos em Marcos 6:30-44, os discípulos prontamente revelaram o quanto ainda precisavam ser ensinados acerca da compaixão pelo próximo. Eles pediram para que o Mestre despedisse a multidão. Jesus, por sua vez, lhes ordenou para que eles mesmos suprissem a necessidade de comida para que toda aquela gente pudesse se alimentar.  Por causa de sua grande compaixão, Cristo pediu para que o entregasse o que havia por ali - os pães e os peixes - e multiplicou. 

E declinando a tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: É deserto este lugar, e já avançada a hora;despede-os para que, passando pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer.Porém ele lhes respondeu: Dai-lhes vós mesmos de comer. Disseram-lhe: Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer? (Marcos 6:35-37)

Não são poucas as vezes em que podemos nos envolver com o que atinge a vida do próximo, podemos nos deixar afetar, podemos permitir com que as pessoas façam parte de nossos planos, sonhos e interesses. Contudo, permanecemos dizendo: “É melhor que partam, não temos nada aqui.” Preferimos continuar vivendo a nossa vida baseada naquilo que iremos conquistar, naquilo que trará um grande proveito para nós. 

Em cada gesto do nosso Senhor, Ele nos ensina a termos um coração cheio de compaixão, como também a colocar o nosso próximo em primeiro lugar. Por que escolhemos determinada profissão? Para qual propósito estamos estudando determinado curso na universidade? Por que queremos tanto formar uma família? Por que queremos ter filhos? Por qual razão não queremos ter filhos? Por que sentimos tanta dificuldade em nos doar para os outros? Por qual razão não gostamos de servir aos outros? O que faz-nos querer servir aos outros? Será que estamos ocupando os primeiros lugares no espetáculo da vida e esquecendo que uma das ordenanças do nosso Pai é amar as outras pessoas e se compadecer por elas? 

Peça ao Senhor mais compaixão. Vivencie o que é amar ao próximo. Se preocupe e se envolva com a dor do outro. Não despeça alguém que tem fome, dê a ele o alimento necessário. Que os nossos sonhos e planos não revelem o nosso ego inflado e a nossa busca contínua por satisfação sem sentido, mas que Deus trabalhe em nós para que tenhamos o sonho de dedicar a nossa vida ao serviço, que possamos nos engajar para que em nossos interesses também haja o interesse em doar-se pelas vidas para a glória de Deus. Que o nosso Pastor nos permita sermos como Ele é, cheio de compaixão.


Hellen Juliane
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Obs.: Não há problemas em planejar o futuro, sonhar e ter metas na vida. O que o texto acima teve como objetivo abordar é que os nossos planos e interesses não devem ser egoístas e vazios de compaixão pelo próximo.

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