A oração ocupa um lugar de extrema importância na vida cristã, embora qualquer cristão possa concordar com isso sem hesitar, nossas vida...

Você precisa orar, acredite!


A oração ocupa um lugar de extrema importância na vida cristã, embora qualquer cristão possa concordar com isso sem hesitar, nossas vidas mostram que essa é uma das práticas que mais negligenciamos. Essa contradição, de tratar com descuido o que Deus atribuiu grande valor, tem nos causado grandes prejuízos, a exemplo da estagnação espiritual que acarreta a queda em vários pecados.

"Recordarei os feitos do Senhor; sim, eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade." (Sl 77:11) Algumas vezes obse...

Lembre-se de dias melhores


"Recordarei os feitos do Senhor; sim, eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade." (Sl 77:11)

Algumas vezes observamos em Salmos alusões dos salmistas para os feitos do Senhor no passado, a fim de encontrarem conforto para o presente que estavam vivenciando. Em suas mentes eles faziam espécies de retrospectivas, rememorando o quão poderoso e amoroso o Senhor foi em alguma época passada.

No salmo 77 encontramos o salmista clamando a Deus por socorro, angustiado, chegando a desacreditar de que Ele estaria em seu favor, até que ele decide "recordar dos feitos do Senhor", meditando em seus milagres e obras. Por conseguinte, no lugar da dúvida ele encontra a certeza de que:
 "Ó Deus, teus atos são santos; que deus é tão grande como o nosso Deus? Tu és o Deus que fazes maravilhas; tens feito notória a tua força entre os povos." (Sl 77:13-14)

Ele já conhecia e cria nestas verdades, porém, nas situações adversas permitiu que seu coração se distanciasse delas. 

Quantas vezes também nos sentimos assim? Tantas coisas nos sobrevém ameaçando abalar a nossa fé e nos desmotivar em nossa vida espiritual, chegando a nos fazer levantar questionamentos sobre o poder e amor do Senhor. Em meio a estas circunstâncias, precisamos assim como o salmista, nos lembrar dos feitos Dele, de tudo o que Ele já fez e manifestou na história dos relatos bíblicos, e também nas nossas vidas. 

Olhe para a sua trajetória. Não sei quantos anos ou quantas experiências possues em sua vida com Deus, mas sei que de alguma forma Ele já manifestou o amor e o poder Dele em sua vida. Observe quantas vezes Ele já te livrou e te tratou com bondade, quantas vezes Ele já agiu de maneira grandiosa em você. Precisamos olhar mais para o passado, tirar os nossos olhos dos nossos problemas e focar no quanto Ele é majestoso e no quanto já operou maravilhas em dias anteriores.  

Ele é Aquele que sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (Hb 1:3), e que criou o universo de maneira que o visível foi feito do que não se vê (Hb 11:3). Ele é Aquele que está acima de todo principado, autoridade, poder, domínio, e de todo nome que possa ser pronunciado, tendo todas as coisas debaixo dos seus pés (Ef 1:21-22). Ele é Aquele que abriu o mar vermelho, que fez sair água da rocha, que destruiu exércitos inteiros em favor do seu povo e que operou incontáveis milagres na história da redenção. Ele é Aquele que fez cegos enxergarem, coxos andarem, leprosos serem purificados, mortos ressuscitarem (Mt 11:5), e tantas outras coisas!

Ele  ainda permanece o mesmo, e continua operando em nossos tempos. Se lembre de dias melhores, veja o quão poderoso e temível é o Senhor, Ele é o nosso Deus e continuará agindo em nosso favor, não importa o quão difícil pareça ser a nossa caminhada; assim como o salmista exclamou, que possamos também dizer: "que deus é tão grande como o nosso Deus?"

Thayse Fernandes

Imagine uma pessoa que recebe um grande presente. Ela não o merecia, mas a sua vida dependia disso. Contudo, quando é chamada para entr...

Enchei-nos de misericórdia


Imagine uma pessoa que recebe um grande presente. Ela não o merecia, mas a sua vida dependia disso. Contudo, quando é chamada para entregar um presente a outrem, ela hesita e decide não ofertá-lo. Acredito que você já ouviu histórias semelhantes a esta. O próprio Cristo narrou uma que fala sobre um homem que tinha uma grande dívida, certo dia, o seu senhor perdoou-lhe a dívida, pois teve compaixão, porém, quando o devedor perdoado teve a oportunidade de perdoar outro homem que o devia, assim não o fez. (Mt 18:21-35)

Olhemos para a nossa vida. Nós recebemos um grande favor do nosso Senhor Soberano - o maior de todos - nós fomos salvas em Cristo e nos aproximamos do Santo Deus. Além dessa maravilhosa dádiva, diversas outras nos são dadas diariamente, como as pessoas amadas que são colocadas em nossas vidas, o pão de cada dia, a coordenação motora que nos ajuda a pentear o nosso cabelo, o ar que respiramos. A nossa vida reflete a misericórdia de Deus.

Lembremos do profeta Jonas, nós observamos em sua trajetória que a misericórdia de Deus era abundante em sua vida. Mas, ao ser chamado para pregar em Nínive, ou seja, para levar a misericórdia de Deus àquele povo, Jonas se recusou e fugiu da vontade de Deus. Quando foi chamado pela segunda vez, o profeta obedeceu e pregou ao povo, que se arrependeu. Embora tenha feito um ato misericordioso, Jonas não estava com o coração cheio de misericórdia.  Mesmo tendo provado diretamente do doce favor de Deus - foi chamado por Deus para levar a sua Palavra, sobreviveu ao ser jogado ao mar, não morreu dentro do ventre do grande peixe, foi levado a terra de Nínive, etc - o profeta não se tornou uma extensão da misericórdia de Deus. Jonas fechou o seu coração para esse sentimento nessa situação. Ele indagou a Deus diversas vezes sobre o desfecho daquela história - o arrependimento do povo de Nínive - mas, Deus o mostrou a abrangência de sua misericórdia e que a Sua vontade deve prevalecer. Podemos acompanhar a falta de misericórdia do profeta ao longo do capítulo 4:

“Jonas, porém, ficou profundamente descontente com isso e enfureceu-se. Ele orou ao Senhor: “Senhor, não foi isso que eu disse quando ainda estava em casa? Foi por isso que me apressei em fugir para Társis. Eu sabia que tu és Deus misericordioso e compassivo, muito paciente, cheio de amor e que prometes castigar mas depois te arrependes.” (Jn 4:1-2)

Quantas vezes nós mesmas nos recusamos a demonstrar misericórdia para o nosso próximo? Negamos uma conversa, não oramos, não evangelizamos, não doamos aos necessitados, não choramos com os que choram nem ficamos felizes com aqueles que estão rindo. Em nossa vida, ganhamos presentes do nosso Pai, mas pouco ofertamos na vida das pessoas. Quais são os pecados ainda presentes em nós que nos impede de sermos mulheres misericordiosas? Se o nosso Senhor nos disse para sermos como Ele é, e sabemos que Ele é rico em misericórdia, por que não procedemos de tal forma?

Oremos para que o nosso Deus misericordioso encha o nosso coração de misericórdia e retire de nós o nosso orgulho e egoísmo que paralisam a nossa ação. Fomos chamadas para mostrarmos misericórdia neste mundo - nós somos a luz que deve brilhar nas trevas. Que entendamos que somos o alvo da misericórdia de Deus e que somos os seus instrumentos para propagar a misericórdia Dele enquanto estivermos aqui. Clamemos em alta voz: Enchei-nos de misericórdia, Senhor!

Hellen Juliane

Nos últimos meses, tenho visto alguns conteúdos e conversado sobre relacionamentos na igreja, mas este assunto paira nos meus pensament...

Comunhão perseverante


Nos últimos meses, tenho visto alguns conteúdos e conversado sobre relacionamentos na igreja, mas este assunto paira nos meus pensamentos há um tempo. Já temos alguns textos no blog que conversam com esta temática, mas o que quero compartilhar hoje tem mais um tom de “desabafo esperançoso”.

Em muitos momentos, ao ler Atos 2:42-47, eu quis me imaginar como integrante da igreja primitiva. Assim como outros aspectos, temos muito o que aprender com os primeiros cristãos sobre unidade, visto que mesmo em contextos diferentes, o princípio de comunhão cristã permanece bom e suave.

Servir a Deus em comunidade é uma benção que frequentemente temos desprezado. Quando falo em servir em comunidade não me refiro apenas aos momentos em que nos reunimos no domingo, embora sejam muito importantes, é preciso considerar além disso.

É comum observarmos diferentes formas e níveis de divisões que perpassam a igreja de Cristo, seja no âmbito interdenominacional ou mesmo dentro de uma congregação específica. Em todos os casos, há sempre uma preocupação maior com a esfera individual, queremos tanto preservar a nossa individualidade ou obter um certo tipo de “destaque pessoal”, que esquecemos que fazemos parte de um corpo.

Além disso, as rotinas pesadas e agendas cheias - às vezes justificativas honestas – acabam se tornando uma desculpa quando se trata de reunir-se como igreja. Isso é perceptível não apenas nos cultos vazios durante a semana, mas também nas relações superficiais que construímos com nossos irmãos.

É possível que não se esteja buscando diretamente o isolamento, mas apenas descanso ou algo equivalente. Porém, quando abrimos mão dos momentos em que podemos orar com e por nossos irmãos, quando deixamos de partilhar tantas coisas e quando não nos importamos em servir juntos, é exatamente isso que encontramos. Ignorar a vida em comunidade é insensatez, é preocupar-se apenas consigo, conforme lemos em Provérbios 18.1:

Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria.

Constantemente, nos encontramos distantes uns dos outros – como exilados no meio da multidão – mesmo tendo um tesouro em comum, mas quando Cristo é o centro dos nossos relacionamentos, entendemos que podemos glorificá-lo através deles.

Pergunte a si mesma: Quando foi a última vez que eu orei com meus irmãos? Quando foi a última vez que eu me importei com pessoas tão próximas a mim? Quando foi a última vez que eu me senti acolhida ao compartilhar minhas vulnerabilidades? Quando foi a última vez que as pessoas puderam contar comigo? Quando foi a última vez que eu pude sorrir, chorar e servir junto às pessoas do meu convívio? Quando foi a última vez que nos reunimos para uma refeição?

Outras perguntas caberiam aqui e não importa quais tenham sido suas respostas e o motivo para cada uma. Importa que você tenha uma melhor compreensão de que não foi criada para viver isoladamente, e a partir desta compreensão possa vivenciar momentos de verdadeira comunhão, construindo relacionamentos que agradem ao Senhor. Precisamos desfrutar de uma comunhão perseverante, isto é, uma comunhão que não se limita apenas aos cultos que frequentamos, mas que se reverbera em nossas ações e relacionamentos.

O Deus trino nos chama a viver em comunidade. Aquele que disse “façamos” quer que aprendamos a utilizar mais a primeira pessoa do plural. Não tenha medo de gastar tempo com pessoas, não ignore a importância da comunhão cristã, busque profundidade nos relacionamentos e esteja disposta a servir em comunidade. Relações reais são imperfeitas, mas, desde o início, Deus viu que a solidão não era algo bom.  

Retorno o olhar para a igreja primitiva, desejando que o “perseverar na comunhão” também seja buscado pela igreja de Cristo hoje. Que nossos relacionamentos sejam aperfeiçoados a cada dia, para que através deles possamos vislumbrar a glória futura de estarmos juntos – como povo único e diverso - na presença do nosso Rei eternamente.

Juliany Correia

A Escritura nos faz uma advertência muito séria quanto a alta capacidade que temos de nos autoenganar: “Enganoso é o coração, mais do qu...

Será que eu sou realmente salva?


A Escritura nos faz uma advertência muito séria quanto a alta capacidade que temos de nos autoenganar: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr. 17.9). Isso implica dizer que não existe nada nem ninguém no mundo que seja capaz de nos enganar tão bem quanto nosso próprio coração. É assustador, especialmente, quando se trata do nosso destino eterno e da nossa condição diante de Deus.

Todas nós em algum momento da caminhada cristã chegamos a pensar ou questionar o porquê de algumas situações difíceis sobrevirem em n...

Quando a tempestade vem



Todas nós em algum momento da caminhada cristã chegamos a pensar ou questionar o porquê de algumas situações difíceis sobrevirem em nossas vidas. São as chamadas tempestades, conforme a Bíblia assim ilustra em várias de suas narrativas. Pensamos:

“Por que justamente a mim?”
“Por que tenho que passar por isso?”
“Tudo não seria melhor se aquilo não tivesse acontecido?”

São inúmeros os questionamentos que o nosso coração levanta frente às situações adversas que o amedrontam e o deixam se sentindo assim, incapaz. Incapaz de lidar com elas, de saber o que fazer ou deixar de fazer, do que falar ou guardar em silêncio, enfim. Quando os nossos recursos se esgotam, quando as nossas tentativas de êxito fracassam, a última coisa que pensamos é que conseguiremos continuar firmes e resistentes para o que vier pela frente. 

Em uma das narrativas do evangelho de Mateus*, semelhantemente, encontramos os discípulos amedrontados pelo forte vento que sacudia o seu barco de um lado para o outro, o açoitando com ondas ferozes e deixando os discípulos assim, esgotados, sem qualquer esperança de sobrevivência. 

Foi o Mestre, o Senhor Jesus, que ordenou que eles embarcassem. Ele lhes deu a seguinte ordem:

“Atravessem até o outro lado.” (Mt 14:22). 
Ele não lhes disse o que aconteceria no caminho, pois em Sua onisciência certamente sabia que aquela tempestade viria, mas apenas disse que eles precisavam chegar até o outro lado.

O Senhor não nos dá detalhes de como será o caminho de nossa trajetória, apenas nos diz que precisamos continuar caminhando, porque independente do que aconteça, precisamos perseverar Nele. Não podemos parar, nem desistir, não podemos voltar atrás ou nos entregar à deriva das circunstâncias, a ordem é clara: precisamos chegar até o outro lado.

Sendo assim, continue remando, querida leitora. Tudo não está no fim, você conseguirá sobreviver a qualquer tempestade, por que o Senhor é o dono de tua vida e dono de tudo à tua volta.

Ele sabe até onde você pode ir. Ele viu os discípulos esgotados e veio até eles no momento exato em que eles mais necessitavam de Sua presença. O próprio Senhor veio até eles, e de uma maneira bem inusitada: andando sobre o mar (Mt 14:25).

Com isso aprendemos que aquilo que tanto nos amedronta está abaixo dos pés do Senhor Jesus. Ele pode andar sobre as águas! O mar estava submisso a Ele porque tudo na verdade sempre esteve sob as Suas ordens (Sl 119:91).

Existe algo que está inquietando o teu coração neste momento de sua vida? Se mantenha tranquila, isto está abaixo dos pés de Jesus!

Os discípulos ao verem o Senhor imediatamente imaginaram ser um fantasma e gritaram de pavor. Porém, Ele lhes disse:

“Não tenham medo! Coragem, sou eu!” (Mt 14:27). 
Coragem, querida irmã! Deixe o medo de lado e desenvolva fé Naquele que é Senhor de todas as coisas.

Pedro, por sua vez, pediu que se realmente fosse o Senhor que Ele o fizesse andar também por sobre as águas. Jesus o chama e ele vai, porém em um momento Pedro tira os olhos de Jesus e começa a reparar no vento que era forte e, por isso, começa a afundar.

Nunca tire os olhos de Jesus, amada! Continue olhando para Ele, porque no momento em que centrares nas tuas circunstâncias começarás a afundar assim como Pedro. O Senhor quer te fazer caminhar com Ele e por cima de todas elas!

Jesus imediatamente toma Pedro pela mão e o pergunta: Por que você duvidou, homem de pequena fé? (Mt 14:31)

Você ainda duvida do que o Senhor pode fazer em tua vida? Confie Nele e não perca a fé. Ele acalmou a tempestade! Todos de fato chegaram até o outro lado, todavia, não sozinhos: com Ele! Os discípulos maravilhados O adoraram e reconheceram que Ele era o filho de Deus (Mt 14:33).

Era necessário eles passarem por essa tempestade, por que eles precisavam aprender sobre quem era Jesus. Agora não com o ensino, mas com a vida.

As tempestades que nos acometem não são para nos destruir, nem para nos deixar nos sentindo as menos capazes de lidar com elas; mas para nos ensinar, para nos fornecer experiências com o Senhor.

Ele é o nosso maior pedagogo, o Mestre por excelência, e por amor às nossas vidas muitas vezes nos tira de nosso conforto para nos levar para mais perto Dele, pois Ele sabe que a Sua presença é mais importante que o nosso conforto, e que o nosso caráter moldado vale mais do que aquilo que sabemos apenas em conhecimento.

Então, agradeça ao Senhor pelas tempestades, glorifique a Ele e descanse enquanto rema o seu barco. Você vai conseguir chegar até o outro lado, pois o próprio Senhor está comprometido com isso, se Nele creres e confiares como o Senhor da tua vida. 

* Mateus 14:22-33

Thayse Fernandes

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